A Ação Psicológica no Pós-Transplante Cardíaco

A Ação Psicológica no Pós-Transplante Cardíaco

O transplante cardíaco é, por vezes, a única saída terapêutica as cardiopatias que não obtêm resposta ao tipo de tratamento convencional, proporcionando assim a elevação no tempo de vida dos pacientes além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Conforme a patologia, o grau de insuficiência cardíaca (IC) vai se elevando, a vida do paciente vai se tornando mais limitada e acarreta em problemas nas diferentes áreas.

Diante disso, se faz necessário o acompanhamento psicológico tanto no período pré quanto no pós-operatório, pois, como salienta Pfeifer e Ruschel (2013), a realização do transplante não possui como consequência uma cura, mas sim uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, a necessidade de adaptação às restrições e dificuldade de convivência com os demais problemas de saúde. Por consequência, o enfermo apresenta impacto psicológico com todos os sentimentos ao longo do processo.

"Burker et al. (2005) esclareceram que o ingresso na lista de espera é ansiogênico e gerador de dificuldades emocionais – além de todo estresse decorrente dos sintomas físicos incapacitantes da doença". Assim, o paciente está a frente de uma multiplicidade de sentimentos em relação ao transplante, como o medo da morte e as incertezas que irão surgir. 

Por outro lado, na fase pós-operatório, "Stolf e Sadala (2006) ressaltaram que há a mobilização de sentimentos ambíguos e intensas ansiedades aniquilatórias em relação ao fato de ter uma parte de outro ser humano dentro de si". Desse modo, há um período de luto e adaptação ao novo órgão que lhe constitui. 

Geralmente o paciente irá desenvolver múltiplos mecanismos defensivos e estratégias de enfrentamento, intitulados como Coping. Nesse sentido, é indicada a psicoprofilaxia cirúrgica para serem "trabalhados os medos, as fantasias e esclarecidas dúvidas do paciente e dos familiares sobre o transplante".

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Referências:

PFEIFER, Paula Moraes; RUSCHEL, Patricia Pereira. Preparo psicológico:: a influência na utilização de estratégias de enfrentamento pós-transplante cardíaco. Rev. SBPH,  Rio de Janeiro ,  v. 16, n. 2, p. 153-165, dez.  2013 . Disponível em . Acesso em:  17 out. 2019.

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