A atuação do Psicólogo no CRAS

A atuação do Psicólogo no CRAS

A psicologia brasileira vem sofrendo em seu modo de atuar e de entender o ser humano das causas disso está na inserção das políticas públicas na área da Psicologia. Dessas políticas públicas, destaca-se o campo do Desenvolvimento Social, foi com as mudanças nas políticas e sociais brasileiras e com elas a ampliação ao atendimento das famílias que estão em situação de pobreza, desigualdade social, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que foi criado e implantado o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). 

O Sistema Único de Assistência Social - o SUAS foi implantado em 2005 em todo o Brasil como política pública de Estado, que propõe um novo modelo de gestão da assistência social, pautado em um olhar que busca entender as necessidades humanas de forma global e particular, contextualizando o sujeito integral. 

O SUAS estabelece dois níveis de proteção social, organizados conforme sua complexidade sendo um básico - de caráter preventivo, e o outro especial, para atender os casos de média e alta complexidade que implicam violação de direitos. 

Na Proteção Social Básica se encontra o Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS, cujo espaço físico público atende as famílias para a garantia de atenção integral às mesmas, cumprindo a proteção social básica. O CRAS é o local responsável pela execução do Programa de Atendimento Integral à Família (PAIF) o qual garante recursos financeiros, diretrizes e metodologia para que o centro funcione de acordo com o previsto. 

A equipe mínima multidisciplinar do CRAS é composta por assistente social, psicólogo e outros profissionais que possuem formação compatível com a intervenção do PAIF. A inserção do psicólogo no corpo técnico do CRAS foi instituída para que este profissional seja capaz de intervir nos processos de sofrimento instalados na comunidade e conectar as necessidades dos sujeitos, com ações de desnaturalização de violação de direitos. 

O psicólogo no CRAS tem por finalidade fazer com que os usuários sejam sujeitos de direitos, além de fortalecer tais políticas. Para isso, ele deve ter como foco em sua atuação a dimensão subjetiva dos indivíduos para que sejam autônomos e cidadãos. Por isso a oferta de apoio psicológico na construção de novos significados sociais e existenciais é um recurso importante nas políticas públicas. 

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